Por: Priscila Cristine Ribeiro
Ser mãe empreendedora já exige equilíbrio. Mas existe uma fase da maternidade que nos atravessa de forma silenciosa: quando os filhos crescem e deixam de precisar de nós como antes.
Sou mãe de adolescente e posso dizer: há um tipo de saudade que quase ninguém nomeia. É o chamado “luto da infância”. Não é a perda do filho, mas da fase — do colo, da presença constante, da dependência. E isso mexe profundamente com a nossa identidade, e falta de controle.
Muito anos atrás, quando eu ainda nem sonhava quando seria mãe, eu estudei a adolescência e pré adolescência. Meu Trabalho de Conclusão de Curso de graduação em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas, foi sobre o comportamento agressivo de alunos durante as aulas. Já ali era evidente: comportamento é linguagem emocional.
Hoje, vivendo a adolescência dentro de casa, essa compreensão se amplia — o adolescente não rompe, ele se transforma.
E nós também precisamos nos transformar com eles, nosso jeito de se conectar aos nossos filhos.
Como reagimos quando somos chamadas de chata?
No Seminário Internacional de Mães 2025, conheci as contribuições de Leo Fraiman, que trouxe um olhar potente sobre o rótulo de “mãe chata”. Ele ressignifica esse termo com o acrônimo C.H.A.T.A.: Consciente, Humana, Amorosa, Tranquila e Autoconfiante. Ser chamada de “chata” pode significar que você está fazendo algo essencial: colocando limites, sustentando valores e exercendo uma autoridade amorosa.
Educar não é apenas ser aceita — é preparar para a vida.
Já no Seminário de Mães desse ano, 2026, conheci Ivana Jauregui e seu olhar sobre sair da maternidade caótica para uma maternidade mais consciente. E isso conversa diretamente com essa fase: a adolescência exige presença emocional, escuta ativa e menos controle automático.
Talvez o maior convite para você , mamãe de adolescente, nessa etapa seja esse: enquanto o filho cresce, a mulher pode reaparecer.
Reaprender a olhar para si. Retomar desejos. Redescobrir quem você é além da função materna, se fortalecer!
Acredito e defendo que “quando uma mãe se fortalece, toda a Comunidade se ilumina.” (PCR)
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Referências (ABNT)
BOWLBY, John. Apego e perda. São Paulo: Martins Fontes, 1984.
WINNICOTT, D. W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.
ABERASTURY, Arminda. Adolescência normal. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.
FRAIMAN, Leo. [Obra sobre educação e limites parentais – acrônimo C.H.A.T.A.]. 2025.
JAUREGUI, Ivana. Método Mãe Plena. 2026.
Com carinho,
Pry Ribeiro











